Casca de ovo em design realmente funciona?

Sim! E a Monterraro mostra na prática como transformar casca de ovo em design pode gerar resultados de alto padrão. Embora a casca de ovo seja normalmente vista como um resíduo doméstico frágil e descartável, ela pode se tornar base para um material autoral quando passa por um processo estruturado de pesquisa e desenvolvimento.

Na Monterraro, a casca de ovo perde sua condição de descarte ao integrar um compósito desenvolvido pelo estúdio para revestir esculturas de parede. Esse resultado só é possível após um trabalho dedicado de seleção do material, higienização, fragmentação e estabilização em uma superfície capaz de receber forma e acabamento.

A seguir, conheça um pouco mais sobre esse processo.

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Bem mais que resíduo

A casca de ovo é um material que normalmente termina no lixo doméstico. No entanto, sua composição mineral e sua superfície naturalmente irregular oferecem qualidades visuais interessantes quando trabalhadas com intenção.

Essa característica chamou a atenção da Monterraro, que passou a entender o resíduo como matéria-prima. O estúdio percebeu que, quando incorporada a um processo técnico adequado, a casca deixa de ser apenas descarte e passa a atuar como componente de destaque em superfícies escultóricas.

A textura da casca de ovo quando aplicada como revestimento das peças da Monterraro.
A textura da casca de ovo quando aplicada como revestimento das peças da Monterraro.

O processo começa com a preparação da matéria-prima

Para transformar casca de ovo em design, o primeiro passo é preparar corretamente o material. Inicialmente, a equipe seleciona as cascas, faz a limpeza e garante que estejam completamente secas antes de qualquer aplicação.

Transformar casca de ovo em design envolve várias etapas de preparação do material.
Transformar casca de ovo em design envolve várias etapas de preparação do material.

Depois disso, acontece a fragmentação. Esse processo cria diferentes granulometrias, logo, influencia diretamente o resultado visual da superfície. Pedaços maiores ou menores produzem efeitos distintos de textura — e isso interfere também na percepção de profundidade do ambiente.

A casca se transforma em um material estável

Logo depois de preparar a matéria-prima, a Monterraro incorpora os fragmentos a uma resina que atua como agente aglutinante e estrutural. Essa formulação é própria do estúdio — é ela que estabiliza o material e permite aplicá-lo sobre as esculturas.

Após a cura total da resina, a superfície recebe uma camada de verniz de poliuretano (PU) como camada de acabamento, o mesmo usado em mobiliário de alto padrão. Esse verniz funciona como selante e proteção superficial, aumentando a resistência da peça a manchas, umidade e abrasão.

O resultado é um material assinatura da Monterraro: um compósito rígido, leve e estável, cuja textura final é definida pela granulometria das cascas.

E o mais interessante desse processo é que ele preserva os tons de branco, bege e marrom. Em vez de eliminar essas diferenças, o estúdio acolhe as variações de cor e, assim, enriquece a composição visual da peça.

E não mofa?

Essa é uma dúvida comum quando se fala em transformar casca de ovo em design. Afinal, como o material tem origem orgânica, muitas pessoas imaginam que ele pode se decompor ou criar mofo com o tempo.

No processo desenvolvido pela Monterraro, no entanto, a casca passa por limpeza, secagem completa e posteriormente é encapsulada em um compósito que estabiliza a matéria-prima. Como mencionado anteriormente, depois da cura, a superfície ainda recebe uma camada de verniz, que atua como selante e proteção contra umidade.

Esse conjunto de etapas transforma a casca em um material estável e adequado para aplicação em peças de design, impedindo proliferação de fungos ou mofo em condições normais de uso.

Da matéria cotidiana à escultura contemporânea

A pesquisa faz parte da rotina da Monterraro há bastante tempo. Para o estúdio, investigar o potencial expressivo de diferentes materialidades é uma forma de revelar o que já está lá, escondido sob a superfície.

Com a casca de ovo, especialmente, esse trabalho permite que um resíduo cotidiano ganhe permanência no espaço. O material passa a integrar peças que exploram textura, luz e matéria dentro de uma linguagem contemporânea.

Dessa forma, transformar casca de ovo em design não significa apenas reaproveitar um material, mas também encontrar novas possibilidades estéticas a partir da própria matéria-prima.

Perguntas frequentes

Como é possível transformar casca de ovo em design?

O processo envolve limpar, secar e fragmentar as cascas antes de integrá-las a um compósito que estabiliza o material.

A casca de ovo usada no design é resistente?

Sim. Quando incorporada a um compósito e protegida com acabamento adequado, a casca deixa de ser frágil e passa a formar uma superfície rígida, estável e resistente ao uso cotidiano.

Por que transformar casca de ovo em design?

Além de reaproveitar um resíduo comum, a casca oferece uma textura natural única. Suas variações de cor, forma e granulometria criam superfícies ricas em relevo e profundidade visual.

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